Pra quem achava que Rivaldo não faria mais história…

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Rivaldo é uma pessoa rara. Tenho propriedade para afirmar isso pela fase da minha adolescência em que era normal esbarrar e ter uma pizza – na extinta Pizzaria Ipanema – oferecida para mim e meus amigos pelo melhor do jogador mundo, lá no bairro de Jardim Paulista, região metropolitana do Recife.

Não é só isso, é a serenidade e a humildade de alguém que sabia que não duraria para sempre, mas fez o máximo para continuar a fazer aquilo que mais gosta: jogar futebol. Cansei de ver Rivaldo – já aposentado – dando seus piques nas areias da praia de Maria Farinha.

Sua volta ao futebol, no time do qual é presidente, é como a presença do rei em meio a uma tropa quase derrotada. Eleva a moral, principalmente quando o próprio demonstra que está disposto a dar seu sangue e suor pela vitória na batalha, quando poderia se esconder e apenas apontar culpados.

O time do Mogi percebeu isso e reagiu. Não é mais o saco de pancadas da Série B. Foram 7 pontos em 3 jogos com aquele que para todos que entendem de futebol foi o melhor jogador da Copa de 2002.

Além disso, seu retorno rendeu dois prêmios de valor inestimável. O primeiro foi poder jogar com seu próprio filho. O segundo, hoje, foi entrar – mais uma vez – e pôr seu filho nas páginas da história: pela primeira vez no futebol profissional pai e filho marcaram no mesmo jogo.

E olhe que se você perguntar pelos lados da Mirueira, todo mundo vai dizer que Ricardo e Rinaldo jogavam muito mais que o irmão mais famoso.

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